A Nossa História

A Ação Univida, nasceu da ideia de uma sociedade mais justa, humanizada e sem preconceitos. Assim, um grupo de amigos entre eles Elias José Cagnoni e Elza Alves com o mesmo ideal e propósito fundaram a Instituição Beneficente Ação Univida. Deram início ao projeto em 1998, quando elaborou a arrecadar doações entre os amigos, para compor cestas básicas que beneficiavam inicialmente 5 famílias  que viviam com HIV/AIDS. Os mesmos perceberam que, acolhendo as crianças enquanto os pais se dedicavam ao tratamento, iriam contribuir para acelerar a recuperação dos pais, possibilitando que os mesmos voltassem a cuidar de seus filhos. Nasceu, então, em maio de 1999, a Instituição Beneficente Ação Univida. O objetivo é contribuir para a redução da incidência das DST / HIV / AIDS na população em que está inserida. Atender crianças e adolescentes que vivem e convivem com o HIV / AIDS e seus familiares. Tirá-las das ruas, do risco da vulnerabilidade social e garantir os direitos regido pelo Estatuto da Criança.

Justificativa para o Projeto

Na Zona Leste, onde uma Instituição está inserida, há mais de 3,8 milhões habitantes e apenas 5% dos moradores pertencentes à classe “A”. De acordo com o mapa da vulnerabilidade, 73,3% ocupam área de alta exclusão social. A população economicamente ativa que vive na Zona Leste é composta de aproximadamente 1,8 milhão de habitantes, o que representa 31% da PEA (População Economicamente Ativa) de São Paulo. Estima-se que há 360 mil desempregados nesta região, ou seja, 40% dos trabalhadores da cidade. De acordo com CRT (Centro de Referência e Tratamento de DSTs / AIDS, Emílio Ribas), em São Miguel Paulista, bairro carente da periferia, concentra-se um grande número de soropositivos e há uma carência no atendimento aos seus filhos, que ficam a mercê da marginalidade, desnutrição e carência afetiva, devido à ausência dos pais durante muito tempo para o tratamento.  O distrito da Vila Curuçá está caracterizado por população carente em vários aspectos econômicos e culturais, e a maioria de seus habitantes vive de uma baixa renda familiar. Com isso, o aumento de domicílios chefiados por mulheres na região. A população local, em sua maioria, sobrevive de baixos salários, desempenhando atividades no ramo da construção civil, como pedreiros ou ajudantes de pedreiros,

domésticas ou diaristas em domicilio situados fora da região; grande parte dessas atividades é esporádica não garantindo a subsistência. Entre a área de abrangência deste serviço, destacam-se como comunidades Água Vermelha e JD Nazaré, Vila Etelvina, Vila Curuçá, Guaianazes, Parque Santa Rita, JD Robru, Jardim Lourdes, Cidade Tiradentes, como grupos de alta privação social, uma população vulnerável, predominantemente jovem . 40% dos chefes de família não possuem carteira assinada, 90% são mulheres, com baixa renda e nível baixo escolar, só 31,5% têm ensino fundamental completo e 13% são analfabetos; e onde há a maior concentração de crianças e adolescentes. Também se destacam nessas regiões o índice de homicídios de jovens e de adolescentes que se tornam mães.Verificou-se também que até a criação da Univida não havia ali uma entidade que desenvolvesse trabalhos sociais na região e atendesse às necessidades daquelas crianças. No Brasil, cerca de 20 mil jovens brasileiros com menos de 12 anos nasceram ou foram infectados com o HIV, vírus causador da Aids. De 2000 até hoje, novos medicamentos chegaram ao mercado elevando a vida dos pacientes, no entanto a Aids continua infectando brasileiros com menos de 12 anos.